Parece que "In the rarified world of mega yachts, one name is respected above all others" - e esse nome é o que vai em título. Pelo menos é o que escreve Nick Jeffery ("the most respected authority on luxury watercraft") no livro, da teNeues, Luxury Toys - Mega Yachts (Kempen, Germany, 2008).
Não será, talvez, evidente o que me leva a divagar por tais águas - pelo menos para quem não possa folhear as pp. 31 a 61 do dito - mas a razão, com 1775 toneladas, velocidade máxima de 15,5 nós, autonomia para 5000 milhas náuticas (com 140 000 litros de combustível a bordo), foi construída em 2007 pela Lurssen Yachts sob design de ESPEN OINO.
Falo, claro, do KISMET.
(www.yachtkismet.com)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
KISMET EGÍPCIO
Para o V. a duplicação turca do Kismet é uma paródia, mas, já se sabe, para ele tudo é.
O que um colega que recentemente visitou o Egipto em viagem oficial me trouxe é outra coisa: um livro com uma foto de uma floresta, a preto e branco, e uns indecifráveis gatafunhos na capa que ele me garantiu que lhe juraram quererem dizer Kismet - ou seja, o destino, ou "a vontade de Alá".
E, sim, também são histórias curtas, 29 delas, de outros tantos escritores.
A menos que seja uma partida dele - o que não acredito, mas não tenho forma de verificar, porque aquela escrita é rigorosamente extra-terrestre - temos um segundo clone.
O que um colega que recentemente visitou o Egipto em viagem oficial me trouxe é outra coisa: um livro com uma foto de uma floresta, a preto e branco, e uns indecifráveis gatafunhos na capa que ele me garantiu que lhe juraram quererem dizer Kismet - ou seja, o destino, ou "a vontade de Alá".
E, sim, também são histórias curtas, 29 delas, de outros tantos escritores.
A menos que seja uma partida dele - o que não acredito, mas não tenho forma de verificar, porque aquela escrita é rigorosamente extra-terrestre - temos um segundo clone.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Afinal a campanha (negra) é de humor negro
Pelo post do V., editado pelo PMC (porque é que ele não publica directamente os delírios dele? continua anão saber usar a net?), vejo que a suposta existência de um duplicado turco da minha história é, afinal, uma paródia.
Para a próxima vejam se não brincam com coisas sérias. Fizeram-me pagar uns milhares de euros, à cabeça, à dra. Sílvia, para ela se ocupar do caso - e agora já sei que vou ter de pagar outro tanto para conseguir que ela mos devolva.
Para a próxima vejam se não brincam com coisas sérias. Fizeram-me pagar uns milhares de euros, à cabeça, à dra. Sílvia, para ela se ocupar do caso - e agora já sei que vou ter de pagar outro tanto para conseguir que ela mos devolva.
Onde é que eu me vim meter II
Em recente visita de estado à XXXXX (suprimido por razões de segurança interna) houve um incidente diplomático, do qual os meios de comunicação presentes juraram guardar segredo (uns a troco de publicidade institucional, outros pelo prazer de obedecer).
Mão amiga (e ouvido atento) com fortes ligações ao Jardim das Necessidades, fez-me chegar a história (em fotocópia de má qualidade, impressa em papel IO de 70grs), a qual, em abono da verdade e prevenindo eventuais chatices, declaro que não acredito. Por deformação profissional (do delator) vem em articulado. É assim:
Excelência
1- Por ordem de serviço fui destacado para acompanhar viagem de estado à XXXX (suprimido por razões de segurança interna).
2- A viagem era de avião.
3- Como não confio no rigor dos jornais e revistas distribuídos aos passageiros de turística, resolvi comprar um livro de contos para me entreter durante a viagem.
5- Fui a uma Fnac e pedi um livro de contos, mas dos baratos (tinha-me esquecido do cartão de aderente).
6- Impingiram-me uma coisa sem pés nem cabeça (nem capa), chamada Kismet.
7- Embalado pela turbulência li 4 ou 5 contos. Não eram maus.
7- Numa recepção, conheci o secretário do sub-secretário do Ministro da Cultura XXXXX (suprimido por razões de segurança interna). Homem culto, perguntou-me por novidades literárias portuguesas. Falei-lhe de Camões e Eça de Queiroz. Não era isso, respondeu, coisas mais recentes. Embatoquei. Pousei o copo para ganhar tempo. Treinado para os maiores embaraços, ocorreu-me a palavra mágica - Kismet.
8- O secretário do sub-secretário pediu-me para lhe mandar um quando chegasse à pátria. Impante, disse que tinha um exemplar no hotel. Fui buscar.
9- Quando lhe entreguei o livro, o secretário ruborizou, num crescente vermelho até ficar encarnado. Apenas conseguiu balbuciar Puan Misket Çur.
10- Bebeu um copo de água com açúcar. Melhorou. Explicou que Kismet era um miserável e inaceitável plágio do livro Kismet, do grande autor XXXXX (suprimida a nacionalidade por razões de segurança interna) Puan Misket Çur, glória das letras XXXXX (suprimido o nome do país por razões de segurança interna) e candidato ao Nobel em 1998. Aproveitou para me perguntar se no meu país era habitual haver muitas vigarices.
11- Puxei pelos galões do meu patriotismo. Respondi que a República Portuguesa era um país culto e decente, com marca registada desde 1910, e era considerada por todas as nações da UE como um porto livre para negócios, turismo e futebol.
12- Quando falei em UE o secretário arrebitou. Disse que poderia estar aí a solução para tão desagradável incidente. Bastaria apoiar XXXXXXXX (por razões de segurança interna foi suprimido todo o parágrafo) e retirar de circulação a edição plagiada de Kismet.
13- Após breve reunião com as autoridades presentes, não houve outro remédio para sanar o incidente senão aceitar as condições propostas. Afinal, somos um país decente e com marca registada desde 1910. Noventa e nove anos de prestígio não se deitam à rua por causa de um plagiador.
14- Resta fazer 2 coisas - processar o miserável anónimo e enviar a GNR a todas as livrarias do país para levantar um auto de apreensão da maldita obra.
15- Tenho um primo, graduado da GNR, que costuma fazer estes serviços. Já pedi para ficar com um livrito. Se Vossa Excelência quiser, posso pedir para trazer dois. Já agora, sempre é um livro raro e tenho curiosidade em ler mais 3 ou 4 daqueles contos.
A bem da República
Atento, venerando e obrigado
XXXXXXX (nome suprimido por razões de segurança interna)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Update
Um amigo, providencialmente incluído na comitiva da visita presidencial à Turquia, trouxe em mão um exemplar do Kismet - e mais algumas informações relevantes: Puan Misket Çur não é o A. de todas as histórias, mas sim o organizador da colectânea (embora assine também o conto cujo enredo se assemelha à "Janela de Oportunidade", e daí o equívoco do Bob quanto à autoria global).
O passo seguinte é fazer traduzir o volume - para português, se possível, para inglês ou francês, caso isso se revele impraticável a curto prazo.
O passo seguinte é fazer traduzir o volume - para português, se possível, para inglês ou francês, caso isso se revele impraticável a curto prazo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Campanha negra?
Confesso que não me agradaram as duas anteriores entradas. Parecem-me - a mais de inadequadas da parte de um organizador que devia ser rigorosamente imparcial em relação a todas os contos a concurso - uma colaboração, ainda que involuntária, numa campanha negra, com intuitos que não podem deixar de estar relacionados com a eleição literária do melhor conto do Kismet, e a deturpação da vontade do eleitorado através de uma cabala urdida contra um dos candidatos.
Se a intenção é insinuar que houve da minha parte um qualquer plágio de uma história do Puan Misket Çuk, autor de que nunca ouvi falar e que o próprio google desconhece, rejeito terminantemente a aleivosia e procederei criminalmente contra quem quer que, sob qualquer forma, o difunda. Tenho bons exemplos a meu favor.
Se se tratou de plágio, sim, mas assente na revelação do meu enredo ao dito senhor (ou senhora?), algures durante a inexplicavelmente longa gestação do projecto editorial, tratarei de exercer todos os meus direitos de autora, e de responsabilizar os eventuais prevaricadores, quem quer que tenham sido - para o que já mandatei a minha advogada, Dra. Sílvia Serpa.
Se a intenção é insinuar que houve da minha parte um qualquer plágio de uma história do Puan Misket Çuk, autor de que nunca ouvi falar e que o próprio google desconhece, rejeito terminantemente a aleivosia e procederei criminalmente contra quem quer que, sob qualquer forma, o difunda. Tenho bons exemplos a meu favor.
Se se tratou de plágio, sim, mas assente na revelação do meu enredo ao dito senhor (ou senhora?), algures durante a inexplicavelmente longa gestação do projecto editorial, tratarei de exercer todos os meus direitos de autora, e de responsabilizar os eventuais prevaricadores, quem quer que tenham sido - para o que já mandatei a minha advogada, Dra. Sílvia Serpa.
terça-feira, 12 de maio de 2009
More from Bob
Transcrevo de um mail que o Bob acaba de me enviar:
"the tale he was telling was none other than your's "Window of Opportunity". I was surprised that it had reached here so soon, but he wasn't less: how could I know the ending?
You have to understand the guy: the book where he read it had just come out, not many people noticed it, and on top of that he knew I don't read turkish...
Yeah, you guessed it... it´s from Puan Misket Çuk's Kismet, that I told you about before... What do you mke of that?"
"the tale he was telling was none other than your's "Window of Opportunity". I was surprised that it had reached here so soon, but he wasn't less: how could I know the ending?
You have to understand the guy: the book where he read it had just come out, not many people noticed it, and on top of that he knew I don't read turkish...
Yeah, you guessed it... it´s from Puan Misket Çuk's Kismet, that I told you about before... What do you mke of that?"
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