quinta-feira, 14 de maio de 2009

Campanha negra?

Confesso que não me agradaram as duas anteriores entradas. Parecem-me - a mais de inadequadas da parte de um organizador que devia ser rigorosamente imparcial em relação a todas os contos a concurso - uma colaboração, ainda que involuntária, numa campanha negra, com intuitos que não podem deixar de estar relacionados com a eleição literária do melhor conto do Kismet, e a deturpação da vontade do eleitorado através de uma cabala urdida contra um dos candidatos.

Se a intenção é insinuar que houve da minha parte um qualquer plágio de uma história do Puan Misket Çuk, autor de que nunca ouvi falar e que o próprio google desconhece, rejeito terminantemente a aleivosia e procederei criminalmente contra quem quer que, sob qualquer forma, o difunda. Tenho bons exemplos a meu favor.

Se se tratou de plágio, sim, mas assente na revelação do meu enredo ao dito senhor (ou senhora?), algures durante a inexplicavelmente longa gestação do projecto editorial, tratarei de exercer todos os meus direitos de autora, e de responsabilizar os eventuais prevaricadores, quem quer que tenham sido - para o que já mandatei a minha advogada, Dra. Sílvia Serpa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

More from Bob

Transcrevo de um mail que o Bob acaba de me enviar:

"the tale he was telling was none other than your's "Window of Opportunity". I was surprised that it had reached here so soon, but he wasn't less: how could I know the ending?
You have to understand the guy: the book where he read it had just come out, not many people noticed it, and on top of that he knew I don't read turkish...

Yeah, you guessed it... it´s from Puan Misket Çuk's Kismet, that I told you about before... What do you mke of that?"

sábado, 2 de maio de 2009

Afinal sempre há coincidências

O meu amigo Bob Tucker, expatriado a fazer o circuito da NATO, diz-me que acaba de sair na Turquia um livro com o título da primeira parte deste blog.
Que haja um Kismet na Turquia, em 2009, não chega para fazer uma coincidência, mas ser uma colecção de 29 short stories sim.
Na capa, em tons de verde, aparece uma floresta à beira de um lago, e o autor é Puan Misket Çuk.
More from Bob later.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

É destino, sim...

Hoje, faço apenas uma breve visita e deixo o registo. Até sempre. Parabéns por Kismet.

MJoão

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Idiossincrasias distributivas

É reconfortante saber que ainda há quem dê o devido valor às escolhas dos eleitores.

Na FNAC do Cascais Shopping, para evitar que o boletim de voto no(melhor do)s contos incluídos no KISMET se aparte do livro, não só o envolveram em plástico como ainda acrescentaram à capa uma delicada etiqueta:

"POR FAVOR NÃO RETIRAR O CELOFANE. OBRIGADO."

Em contrapartida, arrumaram o KISMET no expositor da "História e Teoria da Literatura" (o que é bem melhor do que fazê-lo na Secção de Arte e Música. Pois então não são contos de Fados?).

De qualquer forma o tempo da raridade vermeeriana já passou.

terça-feira, 17 de março de 2009

KISMET (Contos de Fados)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

KISMET (Contos de Fados)

Título de uma colecção de "short stories" publicada em 2009 pela Guimarães Ed. Segundo o Manual de Instruções que abre a obra, os diferentes AA. teriam sido convidados pela Fundação Almeida Garrett para um estágio literário organizado durante o Verão de 2003 no Palácio de Estói, onde teriam escrito os seus contos - sujeitos a um mote comum e a votação pública dos leitores, que dispõem para isso de um boletim de voto em cada volume. Porém, no Posfácio que fecha a obra, Luísa Costa Gomes (que já publicara duas das 23 histórias do livro na revista Ficções) não se coíbe de lançar suspeitas sobre a imputação da autoria das histórias a alguns dos putativos escritores, fazendo alusão a uma visível mão invisível nelas. É verdade que há uma série de sinais que permitem suspeitar da veracidade da versão oficial - mas isso é justamente o que é próprio das versões oficiais. Por outro lado, parece haver uma série de criptogramas, disseminados pela parte para-ficcional do livro, a apontar para um programa oculto de interactividade - de que a votação do(s) leitor(es) seria apenas uma das componentes. Nessas condições é duvidoso que não haja uma cabala por detrás dessa versão oficial.

Onde é que eu me vim meter I

Por razões que não vêm ao caso (e ainda que viessem nunca as poderia divulgar), chegou-me às mãos, por motivos profissionais, um original (em triplicado) com 333 páginas, dactiloscritas, com o título Gramática Secreta da Língua Mirandesa e o subtítulo Uma Breve Introdução. Não atribuo especial importância ao facto de vir num envelope castanho. Mais significativo parece-me a circunstância de 222 pp serem de papel IO de 90g (o corpo do texto), 99pp de papel Kraft (os apêndices), 9pp de Finepaper de alta gramagem que não consegui identificar (a bibliografia) e as restantes 3pp (o prefácio) num magnífico papel avergoado, onde pontusais e vergaturas se alinhavam em excelentes perpendiculares de matriz esotérica. Habituado a tratar com autores, não estranhei que as pp do prefácio viessem em branco (mais exactamente em creme), estranhei apenas a assinatura (a sépia), que identifiquei como a do último Grão-Mestre (interino) da extinta Ordem Templária Secreta da Serra de Montejunto. Dada a proximidade da Serra de Montejunto com a Serra de Sintra e a equidistância destes dois acidentes orográficos com o chafariz da mãe d`água, que dista exactamente 99m do nº 75 da Rua da Conceição da Glória (contornando a tília), rapidamente me apercebi de uma evidente ligação que não poderia apenas ser atribuída ao acaso.
Tinha sido o escolhido para editar a obra.
De súbito, tudo se tornou evidente. A distância entre o nº 68 da Rua da Misericórdia e o pelourinho de Miranda do Douro, é (rigorosamente) 99 vezes a distância entre o último degrau da Fundação Almeida Garrett e o primeiro degrau do nº 75 da Rua da Conceição da Glória. Era o primeiro aviso. O manuscrito só podia ter origem no Grão Priorado dos Pauliteiros (Pouliteiros no original), associação secreta fundada em 1882 e cujo primeiro Grão-Mestre (J. L. Vasconcellos) era um velho inimigo de JB Silva Leitão (o inspirador da Fundação Almeida Garrett).
A circunstância, apresentada por alguns historiadores mal-intencionados, de JLV e JBSL não terem sido contemporâneos, pelo que dificilmente poderiam ter sido inimigos, nada prova, revelando apenas o estado a que chegou a historiografia hodierna.
E eis que por editar os contos finalistas do prémio da Fundação Almeida Garrett me vejo envolvido numa guerra entre associações secretas. Em minha defesa, apenas tenho como atenuante o facto de ter sido obrigado a editar os contos, por uma terceira associação secreta (com ligações ao suplemento P2 do jornal Público) que reúne, às vezes, ali para o lado do Campo Grande.
Sinto-me ameaçado por duas associações secretas e fortemente vigiado pela terceira. Temo que algo possa acontecer.
Espero conseguir comparecer, eventualmente sob disfarce, na reunião de amanhã.

V.